Benefícios da Glutamina !!!
Posted by Anabolismo | Posted on 30-12-2009 | Comments: (0)
Category : Conceitos Básicos, Suplementação
Tags: Conceitos Básicos
Um otimo artigo relacionado a Glutamina feito pela Muscular Development.
Para a maioria das pessoas, a glutamina é apenas um dos 20 aminoácidos que são utilizados para fazer proteínas. Não é ainda considerada como um aminoácido essencial, porque o corpo é capaz de produzir para si próprio. No entanto, glutamina pode ser o único aminoácido mais importante no organismo para criar um ambiente anabólico no músculo e protegendo-nos dos malefícios do overtraining.
Parece quase inacreditável que um único, livre aminoácido poderia realizar tantas coisas no corpo. A importância da glutamina é sub-apreciada pela sua própria abundância. Embora todos os tecidos corporais contém glutamina, muitos tecidos contém níveis muito elevados, glutamina é o aminoácido mais abundante no músculo. Quando alguma coisa é normalmente encontrado em grandes quantidades no corpo, é porque terá uma função importante, especialmente nos tecidos que contêm a maior parte. A questão é, o que acontece quando o nosso corpo é colocado sob stress e os níveis de glutamina começam a cair? Isto é exatamente o que está a ser questionado sobre os efeitos do exercício, que podem reduzir rapidamente os níveis de glutamina nos músculos e plasma.
Metabolismo da Glutamina
A glutamina é considerada um aminoácido não essencial, uma vez que é feita pelo organismo e não é absolutamente necessário obter através da dieta. Ainda que seja obtido glutamina através da nossa dieta, é necessário que o organismo produza mais para satisfazer as enormes quantidades exigidas.
Os principais tecidos no corpo humano para a produção de glutamina é o músculo. O músculo é capaz de combinar amônia com o ácidos glutâmico para formar glutamina. A produção de glutamina no músculo é tão grande que é responsável por mais de 60% dos aminoácidos livres presentes nas células musculares. Estes grandes armazéns musculares também contém a maioria das reservas de glutamina no corpo, que podem liberar glutamina para a manutenção dos níveis de plasma ou fornecer glutamina a outros tecidos.
Os Efeitos do Stress na Glutamina
Sob condições fisiológicas normais o organismo pode produzir toda a glutamina que necessita. Um delicado equilíbrio é mantido entre os tecidos que produzem e libertam glutamina e aqueles que estão dependentes nela. O motivo pela qual tantos tecidos necessitam de glutamina é devido ao seu número de aplicações no corpo humano. A glutamina regula os níveis de amônio nos tecidos, o que pode ser tóxico para células do organismo. A amônia é usada para produzir glutamina que será libertado posteriormente no sangue. Aqui, a glutamina é transferida para outros tecidos, para ser usado como combustível, sendo mais requisitada pelas células do sistema imunitário. A glutamina está diretamente envolvida na regulação da síntese proteica e degradação e é um poderoso estimulador anabólico. Por estas razões, a glutamina é talvez um dos mais versáteis aminoácidos no organismo.
Estrutura da Glutamina
Quando a fisiologia do corpo é alterada por factores tais como o stress ou a doença, as suas necessidades de glutamina extra podem mudar drasticamente. Uma forma de stress que ocorre quando o corpo está sujeito a treinos intensos e com grandes cargas. Durante este treino, a utilização de glutamina por outros órgãos do corpo aumenta em resposta ao stress corporal. Como resultado, os níveis plasmáticos começam a cair drasticamente. Para repor esses níveis, os músculos começam a libertar as suas reservas de glutamina no sangue.
O exercícios intenso também causar a produção de ácido láctico e de amónio pelos músculos. Para lidar com esses produtos tóxicos, a produção de glutamina a partir de glutamato e amônia também é aumentada. Este extra de glutamina é rapidamente transportado para o sangue a um tal grau que os níveis plasmáticos de glutamina começam a crescer dentro de cinco minutos, ou seja, durante o treino. Como resultado, muitos dos tecidos que necessitam de glutamina, e não a podem produzir, são fornecidos com amplos fornecimentos durante o exercício físico. O problema é que os músculos estão com as reservas de glutamina sempre a decrescer.
O exercício físico intenso também pode causar a libertação de hormonas catabólicas, tais como os corticosteroides. Estes glicocorticoides também contribuem para o esgotamento das reservas de glutamina no músculo, aumentando a libertação de glutamina a partir de células musculares. Estas hormonas catabólicas podem causar a libertação continua de glutamina, mesmo após o treino. O resultado final é a redução das reservas de glutamina nos músculos.
O Estímulo Anabólico
A glutamina é conhecida por promover condições anabolizantes em células musculares e aumentar a taxa de síntese proteica. Por muito tempo pensou-se que a glutamina era responsável pelo estado anabólico, mas não, parece que a glutamina afeta indiretamente promovendo o crescimento através da hidratação provocada nas células musculares.
A quantidade de água nas células pode mudar em questão de minutos, passando de um estado plenamente hidratado para um estado de desidratação. Verificou-se que a quantidade de água no interior de uma célula pode alterar o seu metabolismo, em especial a síntese proteica. Quando as células estão inchadas com água, há uma inibição da degradação de proteínas, glicogênio e glicose. Também estimula a síntese de glicogênio e de proteínas. Se uma célula fica desidratada, ela encolhe e imediatamente vai para um estado catabólico que quebra as proteínas vitais do músculo.
Estudos têm demonstrado que, se células musculares isoladas são colocadas numa solução que contém insulina e aminoácidos, a insulina conduz aminoácidos para as células musculares aumentando a síntese proteica. A síntese proteica também pode ser aumentada pela colocação de água pura nas células, causando um inchaço . Curiosamente, quando é colocado uma solução de sal, as células então imediatamente num estado catabólico drenando a água. Assim, afigura-se que o inchaço da célula é necessário para manter um estado anabólico.
Quando os níveis de glutamina estão altos nas células musculares, há um estimulo e dá-se a entrada de outros aminoácidos na célula. Os aminoácidos não podem entrar abstractamente na célula muscular, mas deve ser levado por um sistema de transporte. A única coisa sobre este sistema de transporte é que, quando se permite que um aminoácido entra, ele também permite a entrada de sódio aumentando os níveis de sódio no interior do músculo. Este excesso de sódio provoca a água ser absorvida através da membrana da célula promovendo um estado anabólico.
Quando os níveis de glutamina estão baixos depois do exercício, há uma inversão no transporte de aminoácidos e sódio. As células tornam-se desidratadas e ocorre um estado catabólico.
O Papel da Glutamina no Overtraining
O overtraining ocorre quando o volume e a intensidade de treino são exagerados tendo em conta o tempo recuperação do nosso corpo. Quando um atleta começa a entrar na zona overtraining, treinar mais arduamente apenas vai piorar o seu desempenho e levar o seu treino a uma espiral descendente. Neste estado quanto mais o esforço, pior serão os ganhos.
Um motivo pela qual uma pessoa experiencia overtraining é a esgotamento dos níveis de glutamina no seu corpo a ponto de não poder recuperar a tempo. Como explicado anteriormente, um esquema de treino intenso pode danificar as reservas de glutamina . Estudos têm mostrado que, após uma sessão, os níveis de glutamina nos músculos batem fundo fora entre 4 a 6 horas após o exercício e foi necessário mais de 24 horas para recuperar plenamente a níveis anteriores.
É fácil ver que, se uma pessoa treina intensivamente todos os dias vai haver uma forte depleção nas reservas de glutamina não havendo tempo para recuperação. O resultado é que, a cada dia a quantidade de glutamina no músculo é bem mais baixa.
Eventualmente, o músculo vai abaixo de uma quantidade de glutamina necessária para manter um estado anabólico para reverter a uma estado catabólico. Neste estado, quanto mais uma pessoa tentar aumentar os seus níveis de massa muscular maior será a resposta catabólica do corpo. Alguns atletas têm sofrido de overtraining para mais de dois anos e tem sido demonstrado que têm baixos níveis de glutamina plasmática ao longo deste tempo todo. Permanecer durante muito tempo numa situação destas pode danificar o sistema de síntese de glutamina.
Os indivíduos que sofrem de overtraining são mais suscetíveis a doenças e infecções como resultado de uma baixa imunidade. Isto pode ser devido ao papel da glutamina como fonte primária de combustível para as células do sistema imunitário, particularmente os linfócitos e macrófagos. Além disso, a glutamina é utilizada como precursor na síntese de ácidos nucleicos, que são necessárias para a divisão celular.
Pensa-se que quantidades adequadas de intermediários metabólicos essenciais para a construção de moléculas são necessárias para permitir uma resposta rápida quando as células imunitárias são confrontados com um desafio. Durante os períodos de ataques imunológicos, o metabolismo da glutamina é aumentado para suportar a rápida divisão celular, a síntese protéica e a produção de anticorpos e citocinas. Estas células imunitárias dependem do plasma para um fornecimento adequado de glutamina. Se essas entregas não forem cumpridas por parte do plasma, em última instância, será usada a glutamina dos músculos, as células imunitárias não se poderão mobilizar para defender o organismo contra uma infecção. Assim, os baixos níveis de glutamina prejudicam gravemente o sistema imunitário.
*Este artigo foi apresentado na revista Muscular Development em Novembro de 1996.
O QUE É GLUTAMINA ?
O aminoácido glutamina é o mais abundante aminoácido de forma livre encontrado no tecido muscular. Além de atuar como nutriente (energético) às células imunológicas, a glutamina apresenta importante função anabólica promovendo o crescimento muscular. Este efeito pode estar associado à sua capacidade de captar água para o meio intracelular, o que estimula a síntese protéica.
Como outros aminoácidos, a glutamina desempenha um papel vital no metabolismo da proteína e na recuperação muscular. A glutamina não é somente utilizada pelo tecido muscular, mas também em grande quantidade pelo sistema imunológico e também pelo sistema digestivo. Durante períodos de treinamento intenso, os níveis deste aminoácido podem declinar e nosso corpo não é capaz de produzi-lo suficientemente. Isto pode resultar no esgotamento dos níveis de glutamina em nossos músculos e desta maneira causar avaria no músculo/tecido e na imunidade.
Por outro lado, o uso da glutamina como agente farmacológico em terapia nutricional tem sido abordado intensamente na literatura recente; a glutamina é um aminoácido de importância fundamental para muitas funções homeostáticas e funcionamento de inúmeros tecidos do corpo, particularmente o sistema imunológico. A glutamina tem recebido atenção especial por ser o aminoácido mais abundante no plasma, e, apesar de ser considerado um aminoácido não essencial, a glutamina é um nutriente indispensável nos estados catabólicos como infecção, cirurgia, trauma, queimadura e imunossupressão) tornando-se condicionalmente essencial. Nestas situações, passam a ocorrer alterações no fluxo dos aminoácidos entre os órgãos, levando a queda nos níveis plasmáticos de glutamina. A glutamina é o combustível principal para os enterócitos ( e tem importante função na manutenção da estrutura e função intestinal. Além do mais, a suplementação com glutamina tem provado ser benéfica às funções do sistema imunológico, melhora do balanço nitrogenado e dos parâmetros nutricionais no período pós-operatório e reduz as perdas protéicas nos estado catabólicos graves. Por estas razões, as dietas enriquecidas com glutamina devem ser consideradas no suporte nutricional de várias doenças. A nutrição enteral (alimentação por sonda) e parenteral (via endovenosa) tem sido sugerida no tratamento desses pacientes.
Um estudo publicado no jornal do American College of Sports Medicine constatou que o exercício, quando praticado com regularidade e num ritmo agradável, diminui as chances da pessoa pegar infecções. Porém exagerar causa o efeito contrário. Os atletas que treinam de maneira árdua (bodybuilding) estão mais suscetíveis a gripes e problemas respiratórios. A explicação para essa aparente incoerência está na queda dos níveis de glutamina no sangue, que é excessivamente consumida durante os treinamentos. É exatamente ela, a responsável pela alimentação dos leucócitos. A queda dos estoques de glicogênio intramuscular está associada a quedas nas concentrações muscular e plasmática da glutamina, aminoácido essencial para os leucócitos desempenharem suas funções de destruição de bactérias e vírus. Por este motivo é que se diz que em overtraining o sistema imunológico fica debilitado. A solução para esses esportista profissionais que treinam pesado é a suplementação de glutamina, diminuindo assim as chances de se debilitar.
Benefícios da L-Glutamina, podemos citar:
§ Evita o catabolismo;
§ Ajuda em processos intestinais;
§ Melhora o balanço de N2 no corpo;
§ Ajuda em processos pós-operatórios;
§ Ajuda a controlar o pH sanguíneo;
§ Ajuda em processos cerebrais.
POR QUE DEVEREI USAR GLUTAMINA ?
Como é o objetivo de muitos suplementos que hoje estão no auge, incluindo Creatina monoidratada e HMB, Glutamina é usada na tentativa de aumentar os níveis de força, acentuar ganhos na dimensão e força muscular e prevenir avaria no tecido muscular, que pode ocorrer logo após exercícios árduos. Suplementando a dieta com Glutamina os atletas de musculação estarão capacitados para evitar lesões no tecido muscular e promover a “volumização” da célula (aumento do volume celular). Quando o suprimento de glutamina é insuficiente o tecido muscular é o primeiro a ser sacrificado. Desta maneira o tecido muscular que foi destruído deixará o músculo “achatado”, com menos força e em condição muito desfavorável para o seu crescimento. Contudo, quando o suprimento de glutamina é abundante, ocorre o oposto. Altos níveis de glutamina no músculo e de outros “volumizadores’’ (que provoca aumento) de célula, como Taurina, podem levar ao metabolismo da proteína e à ‘’volumização’’ da célula. A ‘’volumização’’ da célula é um processo pelo qual as moléculas de água são atraídas (puxadas) para dentro de célula do músculo, ajudando-a a ter o aspecto de “cheia’’ ou mais “bombeada” e desse modo criar as condições necessárias para o crescimento do músculo.
QUE PESQUISAS FORAM REALIZADAS SOBRE GLUTAMINA ?
Estudos científicos recentes sobre Glutamina e sobre o aminoácido Taurina mostraram que glutamina pode melhorar o metabolismo da proteína e minimizar a avaria do tecido muscular em pessoas que sofrem da estafa metabólica severa. Além do mais, o suplemento de glutamina mostrou também aumentar a “volumização” da célula. Outro estudo recente verificou que consumindo tanto quanto 2 gm da forma livre Glutamina pode causar um aumento de até 400% nos níveis do hormônio do crescimento (GH).
COMO DEVEREI TOMAR GLUTAMINA ?
Por enquanto não existe um guia definindo a quantidade de Glutamina a ser tomada. Suplementando sua dieta com 2 a 6 gramas por dia pode haver significantes efeitos sobre o metabolismo da proteína e ‘’volumização” (aumento do volume) da célula. Semelhante a Creatina, Glutamina parece ter um “período de carga” (ou saturação) pelo qual tomando altas doses deste aminoácido, algumas vezes tão altas quanto 10 a 15 gramas por dia, pode causar um rápido aumento na “volumização” da célula e resistência muscular levando assim a um excelente ganho de músculo.
QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS DA GLUTAMINA ?
Até o momento nenhum efeito colateral conhecido foi relatado pelo uso da forma livre Glutamina. Glutamina é um aminoácido natural produzido por nossos corpos e é acreditado ser seguro.
DEVEREI ALTERNAR (CICLAR) O USO DE GLUTAMINA ?
Glutamina é produzida naturalmente por nossos corpos sobre uma base diária. Quando nós executamos intensos e rigorosos exercícios o estoque natural de Glutamina pode ficar comprometido o que pode levar avaria ao músculo. Portanto, não é necessário alternar Glutamina porque os baixos níveis de Glutamina em nossos corpos pode levar ao enfraquecimento do metabolismo da proteína e avaria do tecido. Muitos fabricantes incluem Glutamina em seus alimentos, substituindo pós e outros produtos, para ajudar a aumentar a entrada (ingestão) de glutamina.
Postado em 19 de fevereiro de 2010, em Suplementos

Autor : informacaonutricional

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